Mesmo com crise, commodities sustentam balança

Imagem: Banco de Imagens
Imagem: Banco de Imagens

As commodities continuam salvando a balança comercial brasileira. Pelo menos em volume, uma vez que os preços médios mantêm queda no mercado internacional.

O milho dá ritmo aos portos brasileiros. As exportações médias diárias do cereal atingem 404 mil toneladas neste mês.

Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e apontam que, se for mantido esse ritmo diário até o final de mês, as exportações do cereal poderão superar os 7 milhões de toneladas.

Em dezembro, até então o mês de maior volume exportado, a saída do cereal foi de 6,3 milhões de toneladas.

Câmbio favorável e queda de preços do produto no mercado internacional têm trazido vários importadores para o Brasil, principalmente da Ásia.

Os países dessa região compraram 2,8 milhões de toneladas do cereal brasileiro no mês passado, 33% mais do que em igual período de 2015.

Líder nas importações, o Japão adquiriu 868 mil toneladas, seguido do Vietnã, que comprou 672 mil toneladas.

O ritmo de exportação de 404 mil toneladas por dia útil poderá não se confirmar até o final de mês.

Mesmo assim, esse período se destacará em relação ao de fevereiro de 2015. As exportações atuais já somam 2 milhões de toneladas, 83% mais do que as de todo o mês de fevereiro de 2015.

O setor de carnes é outro de destaque neste mês. Os embarques diários de carne suína superam em 88% o de igual período do ano passado, enquanto os de carnes bovina e de frango sobem 37% e 5%, respectivamente.

O Brasil está embarcando mais carnes, mas o valor recebido pelo produto continua caindo. Em relação há um ano, os preços médios da carne suína caíram 32%, enquanto as bovina e de frango recuaram 6% e 14%.

O ritmo das exportações deste mês indicam, também, forte evolução para açúcar, suco de laranja, celulose e algodão.

O embarque médio de açúcar bruto deste mês é 255% superior à média diária registrada em fevereiro de 2015.

Fonte: Udop, com informações da Folha de S.Paulo (escrita por Mauro Zafalon, na coluna Vaivém das Commodities)